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“Para viajar basta existir. ... Fernando Pessoa
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21 de março de 2011

Monte Roraima



Depois de atravessar a Venezuela a preço de banana, graças à gasolina que é mais barata que água, finalmente cheguei no Mundo Perdido dos tepuyes.
Tepuy são plataformas enormes, curiosas formações de montanhas de bilhões de anos que se elevam no horizonte da região fronteiriça entre Guiana, Venezuela e Brasil.



Partimos da vila de Paraitepui no calor da Venezuela, nuvens cobriam o topo dos tepuyes Kukenan e Roraima. A caminhada é plana com subidas e descidas leves. Quatro horas depois, passamos pelo acampamento do rio Tek e atravessamos o primeiro rio. A água bate nas pernas, para mim, nas coxas. Mesmo com o conselho de que seria melhor atravessar o rio de meias, atravessamos descalços com os pés deslizando sobre as pedras e os puri puris, ágeis borrachudos, comendo nossas canelas. Um pouco mais adiante, atravessamos o segundo rio, o Kukenan para chegarmos no nosso acampamento.



No segundo dia a trilha segue plana, mas depois de umas duas horas começa a subir. Uma chuva caiu, não intensa, mas leve e densa. Paramos para um lanche no acampamento militar, e pouco mais de uma hora, chegamos no acampamento base. A impressão foi a pior possível, lama e barro por todos os lados, muita sujeira e acampamento lotado, mas estávamos aos pés do big wall.



O dia da subida chegou. A trilha sobe íngreme em direção ao paredão e seguimos por um sobe e desce colado à parede gigante. O calor úmido é refrescado em uma das últimas partes da subida, uma travessia linda sob as gotas da cachoeira chamado de passo das lágrimas. Um pouco mais de esforço e finalmente: Bem-vindo ao Mundo de Roraima!



Não é à toa que os tepuyes são considerados locais sagrados pelos indígenas, as formações rochosas revelam um outro mundo lá em cima como se fosse um grande altar. Caminhamos em direção ao nosso "hotel", como são chamados as cavernas dormitórios, ao lado de um abismo e felizmente tivemos uma vista espetacular paredão abaixo.



Encontramos vale de quartzos, plantas endêmicas, sapinhos em miniatura, cachoeiras, orquídeas, plantas carnívoras a até jacuzzis naturais. Chuva, neblina e sol faziam rodízio durante o dia, pena que tivemos só um dia para explorar o território.



A descida teve um gostinho de tristeza de estarmos deixando aquele platô mágico, mas ganhamos um dia maravilhoso ensolarado que foi fechado com chave de ouro em um pôr do sol magnífico de despedida.



Os indígenas veneram, inspira Conan Doyle a escrever o Mundo Perdido, suas paredes instigam escaladores... o Monte Roraima é um entre mais de cem tepuyes.



Mais fotos no multiply (http://emiliay.multiply.com/photos/album/58)

27 de julho de 2010

Hatun Machay

Se a Cordilheira Blanca é o paraíso da escalada em gelo, a Cordilheira Huayhuash dos caminhantes; a Cordilheira Negra é o paraíso dos escaladores em rocha.



Hatun Machay fica na Cordilheira Negra a 4200 m.s.n.m. a cerca de 2 horas de Huaraz.
A "Grande Caverna" (Hatun=grande; Machay=caverna) é uma formacao de rochas impressionante formado pela erosao do tempo.


Misteriosa, há pinturas rupestres com mais de 15 mil anos.





Há boulders para toda a vida ou ate os dedos aguentarem a rocha porosa de origem vulcanica e inúmeras vias de 15 a 60m de altura com diversos níveis de dificuldade.







O Andres da Andrean Kingdom leva escaladores ate o refugio com transporte privado, ou entao voce desce no quilometro 131 da estrada principal (Huaraz-Lima) e caminha por cerca de uma hora e meia. No refugio ha cozinha equipada onde voce pode dormir por 30 soles ou acampar por 20 soles.

5 de julho de 2010

As Montanhas Mais Belas do Mundo

Talvez Sir Edmund Hillary - o montanhista e explorador neozelandês - disse seu melhor quando ele comentou: "Não é a montanha que nós conquistamos, mas nós mesmos." Não importa o quão assustadora a tarefa, a pura ambição humana superou lugares remotos invencíveis para dominar os picos mais altos no mundo. Se as montanhas são a escada "para o coração de Deus", não temos dúvida em ficar de pé ao lado Dele como iguais. O photoset seguinte celebra a beleza testemunhada ao longo do caminho.

Tomei a liberdade de fazer algumas modificações na fonte original de msaleem...
(http://webecoist.com/2008/11/13/most-beautiful-mountains-and-peaks/)

Ama Dablam – Nepal Oriental


fonte: pamilne, andersonimages

O Ama Dablam é conhecida como uma das mais impressionantes montanhas do mundo, não pela sua altitude, mas pela sua beleza, estética e pura exposição encontrada no alto de seus flancos. "Ama" significa mãe, ou mesmo mundo. "Dablam" significa uma jóia especial usada por mulheres Sherpas anciãs que guarda preciosos itens.
Justamente é chamada de "A Jóia do Himalaia".


Shivling – Uttarakhand, India


fonte: lopamudra, solafin

A montanha Shivling, assim chamada por seu status como um símbolo sagrado do deus hindu Shiva. Considerado um dos picos mais belos da região Garhwal, a montanha sobe 6.543 metros de altura. Era chamado de "Matterhorn" por antigos visitantes europeus por causa de sua similaridade com o pico alpino. Embora (também) não pela sua grande elevação, é um pico de rocha impressionante. Aliado com a dificuldade de escalá-lo, o faz um prêmio famoso para os montanhistas.


Machapuchare – Nepal Norte-Central



fonte: jean-marie hullot, willdanceforfood

Machapuchare, ou "rabo de peixe", é venerado pela população local como sagrado para o deus Shiva e, portanto, foi declarada fora dos limites para a escalada. Com cerca de 500 metros mais alto do que Shivling, Machapuchare nunca foi escalado até o cume. A única tentativa conhecida em 1957 chegou a 50 metros do cume, os escaladores respeitaram as crenças religiosas do povo local. Hoje a montanha é proibida para os escaladores.


Matterhorn – Itália/Suíça



fonte: cybernotic, chrchr_75, serac

Matterhorn tornou-se um símbolo icônico dos Alpes suíços, embora não é o pico mais alto da região. As quatro faces íngremes, elevando-se acima dos glaciares, indicam os quatro pontos cardeais. O Matterhorn foi o último grande pico alpino a ser conquistado e sua primeira ascensão marcou o fim da idade de ouro do alpinismo. Ela foi feita em 1865 por uma expedição liderada por Edward Whymper e terminou tragicamente quando a maioria dos seus membros faleceram na descida.


Fitz Roy – Argentina/Chile

fonte: lovemyblackcat

Nomeado Fitz Roy por Francisco Moreno, em homenagem ao capitão do HMS Beagle, Robert FitzRoy, também é conhecida por Cerro Chaltén.A montanha tem a reputação de ser "extrema", apesar de sua altura média (é inferior a metade do tamanho dos gigantes do Himalaia), as escarpadas de granito apresentam longos trechos de técnicas de escalada difíceis. Além disso, o clima na região é excepcionalmente mau e traiçoeiro. Ela também atrai muitos fotógrafos, graças à sua forma sobrenatural.


Alpamayo - Peru


Se para os peruanos o grande Monte Huascarán, com 6.768m. de altitude, a montanha mais alta do país e a quarta mais alta do continente americano é uma espécie de símbolo, o "grande pai", por sua vez o Nevado Alpamayo representa o orgulho jovem, belo e desafiador, cuja simetria de traços e cristas afiladas o levou a conquistar o prêmio de "A mais Bela Montanha do Mundo", concedido no Concurso Mundial de Beleza Cênica de Munique, em 1966. Evidentemente se trata apenas de um título, ainda que concedido por gente do ramo, mas é evidente que entre milhares de belas montanhas mundo afora, o Alpamayo, com 5.947m, se destaca pela beleza de suas linhas afiladas, cristas denteadas e canaletas quase simétricas. Segundo as palavras da revista "Andinismo e Glaciologia", do Perú, ele é "a jóia do turismo da Cordillera Blanca, dentro do Parque Nacional de Huascarán".

Pequeno Alpamayo - Bolívia


fonte: climber911, Atila Barros

O Pequeno Alpamayo (Alpamayo Chico), nomeado pela sua semelhança com a face menos conhecida do Alpamayo peruano é uma bela montanha localizada no maciço Condoriri. É uma pirâmide de neve, com a rota normal acerca de 55 graus de inclinação. Foi escalado pela primeira vez em agosto de 1962 por sul africanos Irene e Keith Whitelock.


fontes dos textos: Summit Post, Wikipedia, Marski

8 de novembro de 2009

Ama Dablam!



Ueuuuu
Deu tudo certo na escalada do Ama Dablam.
Estava superaclimatada, Eric tambem estava bem.
O lider da expedicao Chris teve que descer assim como seu assistente.
Ficamos em 4 pessoas, eu, Eric, Pemba e Mama sherpas.
A escalada e linda e um mixto de alta montanha, rocha e gelo.
Depois de alguns dias entre o Acampamento base, Acampamento 1 e Acampamento 2, partimos as 2:00h am do acampamento para o cume.
Oito horas depois estavamos todos deslumbrando a vista do cume, sem vento, sem nuvens, dia de cume perfeito.
Perdi um pouco de sensibilidade das pontas dos dedos das duas maos, de tres deles, espero que em algumas semanas volte... mas claro que valeu a pena!