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“Para viajar basta existir. ... Fernando Pessoa

5 de julho de 2010

As Montanhas Mais Belas do Mundo

Talvez Sir Edmund Hillary - o montanhista e explorador neozelandês - disse seu melhor quando ele comentou: "Não é a montanha que nós conquistamos, mas nós mesmos." Não importa o quão assustadora a tarefa, a pura ambição humana superou lugares remotos invencíveis para dominar os picos mais altos no mundo. Se as montanhas são a escada "para o coração de Deus", não temos dúvida em ficar de pé ao lado Dele como iguais. O photoset seguinte celebra a beleza testemunhada ao longo do caminho.

Tomei a liberdade de fazer algumas modificações na fonte original de msaleem...
(http://webecoist.com/2008/11/13/most-beautiful-mountains-and-peaks/)

Ama Dablam – Nepal Oriental


fonte: pamilne, andersonimages

O Ama Dablam é conhecida como uma das mais impressionantes montanhas do mundo, não pela sua altitude, mas pela sua beleza, estética e pura exposição encontrada no alto de seus flancos. "Ama" significa mãe, ou mesmo mundo. "Dablam" significa uma jóia especial usada por mulheres Sherpas anciãs que guarda preciosos itens.
Justamente é chamada de "A Jóia do Himalaia".


Shivling – Uttarakhand, India


fonte: lopamudra, solafin

A montanha Shivling, assim chamada por seu status como um símbolo sagrado do deus hindu Shiva. Considerado um dos picos mais belos da região Garhwal, a montanha sobe 6.543 metros de altura. Era chamado de "Matterhorn" por antigos visitantes europeus por causa de sua similaridade com o pico alpino. Embora (também) não pela sua grande elevação, é um pico de rocha impressionante. Aliado com a dificuldade de escalá-lo, o faz um prêmio famoso para os montanhistas.


Machapuchare – Nepal Norte-Central



fonte: jean-marie hullot, willdanceforfood

Machapuchare, ou "rabo de peixe", é venerado pela população local como sagrado para o deus Shiva e, portanto, foi declarada fora dos limites para a escalada. Com cerca de 500 metros mais alto do que Shivling, Machapuchare nunca foi escalado até o cume. A única tentativa conhecida em 1957 chegou a 50 metros do cume, os escaladores respeitaram as crenças religiosas do povo local. Hoje a montanha é proibida para os escaladores.


Matterhorn – Itália/Suíça



fonte: cybernotic, chrchr_75, serac

Matterhorn tornou-se um símbolo icônico dos Alpes suíços, embora não é o pico mais alto da região. As quatro faces íngremes, elevando-se acima dos glaciares, indicam os quatro pontos cardeais. O Matterhorn foi o último grande pico alpino a ser conquistado e sua primeira ascensão marcou o fim da idade de ouro do alpinismo. Ela foi feita em 1865 por uma expedição liderada por Edward Whymper e terminou tragicamente quando a maioria dos seus membros faleceram na descida.


Fitz Roy – Argentina/Chile

fonte: lovemyblackcat

Nomeado Fitz Roy por Francisco Moreno, em homenagem ao capitão do HMS Beagle, Robert FitzRoy, também é conhecida por Cerro Chaltén.A montanha tem a reputação de ser "extrema", apesar de sua altura média (é inferior a metade do tamanho dos gigantes do Himalaia), as escarpadas de granito apresentam longos trechos de técnicas de escalada difíceis. Além disso, o clima na região é excepcionalmente mau e traiçoeiro. Ela também atrai muitos fotógrafos, graças à sua forma sobrenatural.


Alpamayo - Peru


Se para os peruanos o grande Monte Huascarán, com 6.768m. de altitude, a montanha mais alta do país e a quarta mais alta do continente americano é uma espécie de símbolo, o "grande pai", por sua vez o Nevado Alpamayo representa o orgulho jovem, belo e desafiador, cuja simetria de traços e cristas afiladas o levou a conquistar o prêmio de "A mais Bela Montanha do Mundo", concedido no Concurso Mundial de Beleza Cênica de Munique, em 1966. Evidentemente se trata apenas de um título, ainda que concedido por gente do ramo, mas é evidente que entre milhares de belas montanhas mundo afora, o Alpamayo, com 5.947m, se destaca pela beleza de suas linhas afiladas, cristas denteadas e canaletas quase simétricas. Segundo as palavras da revista "Andinismo e Glaciologia", do Perú, ele é "a jóia do turismo da Cordillera Blanca, dentro do Parque Nacional de Huascarán".

Pequeno Alpamayo - Bolívia


fonte: climber911, Atila Barros

O Pequeno Alpamayo (Alpamayo Chico), nomeado pela sua semelhança com a face menos conhecida do Alpamayo peruano é uma bela montanha localizada no maciço Condoriri. É uma pirâmide de neve, com a rota normal acerca de 55 graus de inclinação. Foi escalado pela primeira vez em agosto de 1962 por sul africanos Irene e Keith Whitelock.


fontes dos textos: Summit Post, Wikipedia, Marski

3 de julho de 2010

A Salvação no Exército



Passei o dia anterior vendo televisão no quarto do hotel. A notícia era a mesma em vários canais: nevoeiro no aeroporto de Delhi. Eu estava somente de passagem pela Índia, mas os vôos faziam escala em Delhi e Mumbai!

Depois de passar aperto para procurar um quarto acessível ao bolso, literalmente, encaminhava em direção ao aeroporto com a incerteza do que encontraria por lá. Lembrei que passei por uma greve de pilotos no aeroporto de Buenos Aires, agora era um fenômeno da natureza impedindo qualquer companhia aérea de voar.

Pessoas se aglomeravam no saguão, do lado de fora e de dentro. Celulares a todo vapor. Vou para o balcão do check in, a atendente diz que não pode efetuar meu registro não pelo nevoeiro, mas porque não tinha pago a alteração do vôo.
Eu havia mudado a data da passagem e achei que pudesse pagar no aeroporto, mas não desse lado do mundo. Eu tinha que pagar na oficina que ficava no centro da cidade! Como? Com meus trocados fiz algumas ligações telefônicas para pedir para alguém tentar pagar a taxa em uma agência em São Paulo e falando com minha mãe, descobri que além de salvadora ela tinha virado profeta: ela fez uma transferência de dinheiro pela Western Union.
Saí correndo atrás de um táxi. Veio um carrinho quadradinho branco, parecido com o nosso Fiat Uno, só que em um estilo mais antigo. Joguei minha mochila no bagageiro e mostrei o endereço anotado no caderninho. Depois de perguntar direções para outros motoristas, partimos. Eram quatro horas da tarde as ruas já estavam com tráfego pesado. Íamos parando de tempo em tempo para perguntar a direção. E o tempo ia passando. Comecei a ver várias placas Western Union, e em uma delas pedi para ele parar. Ainda pensei na minha mochila quando deixei o carro, mas saí correndo para abastecer meu bolso. Retirei o dinheiro sem complicações e voltei para saber se o carro ainda estava lá. E estava. Os indianos cuidam do karma. Mas pra cortar caminho, não resistiu a tentação de uma contramão. A lei de Murph prevaleceu e na esquina um policial nos aguardava seguindo com os olhos. Só esticou o indicador passando em frente ao bigode e encostamos. Começou o blá blá blá, e o tempo foi passando. O policial fazia cara de durão, e o motorista cara de arrependido e de que nunca mais ia fazer aquilo na vida dele. O documento passou de uma mão pra outra, uma hora, ele voltou. Demos uma meia volta e seguimos pelo fluxo correto. Quando finalmente encontramos a agência: fechada. Voltei para o aeroporto no vazio dos pensamentos.


Entre os desesperados para conseguir uma passagem para sair daquela cidade eu estava com uma mas não podia voar. Desiludida mas sem mais o que fazer, insisti no meu check in. Imagino que a pressão do clima deve ter abalado os nervos de todos, o atendente pediu o auxílio da chefe que por um acesso de sistema, me liberou para embarque. E não precisava correr mais, o vôo estava atrasado. Pelo menos estava programado, muitos eram simplesmente cancelados. Quatro horas depois, já tínhamos comido com o cartão de embarque no restaurante do aeroporto e o horário postergado duas vezes, embarcamos. Cheguei em Mumbai somente para confirmar que tinha perdido minha conexão para Joanesburgo. Na madrugada, os balcões estavam fechados. Só me restava esperar, o que aconteceu lá mesmo. Pela manhã descobri que o vôo não é diário e precisaria esperar no mínimo alguns dias, pois o vôo seguinte estava lotado. Pelo menos dessa vez eu tinha algum dinheiro.



Foi assim que conheci Mumbai. Nem parece que estava na Índia, prédios modernos e cidade aglomerada na península, mar para os dois lados. Cidade dos famosos por sediar a famosa Bollywood, a maior indústria de cinema indiano.




Com isso o preço dos hotéis também sobe. Começo a conversar com um turista que me diz que está no lugar mais barato da cidade. Acompanho ele pelas ruas no centro antigo de Mumbai e entramos numa porta que dizia: The Salvation Army. Paguei em uma cama no dormitório do albergue 225 rupias, o equivalente a quase cinco dólares.

28 de junho de 2010

Quem vai para Índia sempre tem alguma história para contar

Cheguei no aeroporto de Delhi perto da meia-noite, todos as casas de câmbio estavam fechadas. Viajando já sem cartão de crédito, depois de ser roubada no Vietnã, essa questão passou a ser uma preocupação.



Fui para os únicos guichês que estavam abertos, os de táxi. Peguei a fila e perguntei em vão para o atendente se aceitava pagamento em dólar. No outro guichê a mesma resposta: só aceitam rupias indianas. Começo a perguntar para as pessoas na fila, aliás homens indianos. Na Índia é raro encontrar mulheres viajando sozinhas e a maioria dos turistas tem algum agenciador à espera. Eles me olhavam com o ar de questionamento e congelavam nesse estado, sem dar qualquer resposta. Quando a pergunta é mais simples, eles respondem com um balanço de cabeça característico dizendo nem sim nem não, mas uma turista pedindo para trocar dólares à meia noite no aeroporto era demais. Um sujeito compreendeu a situação em que estava e trocou uns poucos dólares, o suficiente para poder pegar um táxi para o bairro mais próximo com acomodações indicado pelo serviço de informação.
Entrei no táxi que em menos de quinze minutos chegou ao bairro de Mahipalpur. Vários letreiros luminosos indicavam hotel x, hotel y e desconfiei, letreiro luminoso na Índia significa custo mais alto dos quartos. O preço começou em 100 dólares o quarto. Com dólares contados, parte devido também a ausência do cartão de crédito, implorei para o motorista continuar comigo. Começamos a rodar o bairro perguntando de porta em porta o custo de uma hospedagem. Depois rodamos mais de uma hora pela madrugada por ruelas que nem o motorista conseguia encontrar as indicações recebidas para baratear o custo. Já estava saindo pela porta de mais um saguão quando o gerente parece que ficou com pena e me ofereceu um quarto por 1000 rupias a diária caso ficasse os dois dias. Dois dias era o tempo que demoraria para pegar minha outra conexão, estava somente de passagem pela Índia. A minha conta daria o equivalente a 40 e poucos dólares no total. Duas horas da manhã, cansada, acabei aceitando. Detalhe: eu tinha somente 50 dólares americanos no bolso.

O hotel acabou proporcionando uma ótima recuperação pois adoeci no dia seguinte. Fiquei com diarréia, nariz congestionado e totalmente indisposta para qualquer atividade. Tentei lembrar o que poderia ter sido, mas entre o café da manhã que comi em Bangkok e a comida do avião indiano houve muitas variáveis para tentar descobrir.

Só saí para comprar um pouco de comida com o dinheiro que me restava. Voltei e fiquei passando os canais no controle remoto, direcionei minha atenção para um problema maior que estava por vir: neblina no aeroporto de Delhi. Vôos atrasados, cancelados, um caos.

13 de junho de 2010

O Caraça pede ajuda



Estive duas vezes no Parque Natural do Caraça, a última em 2009. Foi impossível não deixar de notar o avanço impressionante das ações das mineradoras ao redor do Parque.





Esbarrei na proposta de criação do Parque Nacional da Garandela, que visa proteger a biodiversidade e mananciais que abastecem toda a região.
A serra do Gandarela é um divisor das bacias hidrográficas do rio Doce (Piracicaba) e São Francisco (rio das Velhas), e forma um corredor ecológico natural até o Caraça unindo as duas bacias.


O lobo guará, morador da região, é uma espécie em extinção e está mudando seu comportamento devido a redução de suas terras. O animal tem hábitos solitários, porém no Caraça eles andam em família por não terem para onde correr.

O artigo completo está no blog do Grupo Ambiental de Santa Barbara:
http://www.onggasb.com.br/2010/04/por-que-e-tao-importante-criacao-do.html


Podemos ajudar através do abaixo-assinado:
http://bit.ly/serragandarela


27 de maio de 2010

Aconcágua - A Outra Face


Enquanto a próxima aventura não sai, postei o vídeo que editei quando fui para o Aconcágua no You Tube.

Como o tempo total ultrapassava o limite, dividi em 4 partes:

Parte 1:
Expedição realizada por grupo de amigos, documentando os altos e baixos do que é uma investida ao Aconcágua. A primeira parte mostra a preparação em Mendoza e Penitentes e a caminhada a Confluência, o primeiro acampamento e Plaza Francia.
link Aconcagua - A Outra Face parte 1

Parte 2:
De Confluencia ao cume e o começo do outro lado da felicidade. Nem tudo são flores.
link Aconcagua - A Outra Face parte 2

Parte 3:
Os bastidores da expedição, os problemas, as decepções, as dificuldades, as despedidas...
link Aconcagua - A Outra Face parte 3

Parte 4:
Parte final da jornada, os perrengues finais e depois só alegria. Aventuras, sempre!
link Aconcagua - A Outra Face parte 4